Prematuro: devo complementar a amamentação com mingau?

Boa Tarde, Amigas!

Sou mãe de um menino nascido de 32 semanas em 06 de junho, com 1,945kg. Foi liberado com 1,800 no dia 16 de junho, com a orientação de que mamasse exclusivamente no peito, de 2 em 2 horas.

Ele mama bem, com vontade e boa sucção. Tenho muito leite, não fumo, não bebo, não uso medicamentos e sigo todas as orientações quanto a forma de amamentar (esgotar o seio, 20 min. em cada peito). O único senão e que no começo usava o bico de silicone, e hoje tenho dificuldades para tirá-lo.

Passado um mês, voltei para a segunda consulta e o pediatra verificou aumento de peso (2,520kg) em exatos trinta dias, mas ele achou o peso baixo e me orientou a fazer mingau de aveia com Dextrosol e leite ninho, dando na colher três vezes ao dia.

Ele não quer que eu use leite comum ou mamadeira, para não desestimular a mamar no peito. Está certo isso? Ele tem tônus muscular, pele bonita, é um garoto forte e saudável, molha uma média de 8 a 10 fraldinhas e faz cocô a cada mamada.

Estou com muitas dúvidas e gostaria de orientação.

Grata,

C.

C!

Que legal saber que tudo está caminhando bem com o seu bebê( você esqueceu de dar o nome dele!)

Bom, coincidentemente , tenho uma filha ( Joana ) que nasceu também no dia 6 de junho e que também ganhou pouco peso após 1 mês( estava passando um período de muito cansaço físico, estresse, filho grande para cuidar, casa,…) e a pediatra dela, também me recomendou complemento após cada mamada. O que fiz foi o seguinte: combinei com meu marido que iríamos dar somente 2 complementos por dia, caso Joana gritasse, chorasse muito e realmente dei algumas vezes o leite artificial, principalmente quando eu sentia que meu peito não enchia muito…

De início demos na mamadeira, mas Joana começou a confundir os bicos e a relutar no peito quando este se encontrava mais macio durante a mamada, então passei a dar na colher… mas, já tem 2 semanas que não ofereço nenhum outro leite a não ser o meu… antes de cada mamada (principalmente durante o dia), tirava uns 30 ml de leite do peito e colocava Joana para mamar o leite posterior que é rico em gorduras (é o tal leite que faz o bebê ganhar peso!)

Não podemos dizer que 720 gramas para um prematuro é um ganho ideal, porque não é esse o nosso trabalho, mas lembramos que esta tabela de peso e medida usada pelos pediatras não é adequada para bebês que só mamam no peito! Procure oferecer um peito a cada mamada, para garantir que o seu bebê estará mamando esse leite posterior…

O que tenho observado , é como a Joana está reagindo após cada mamada…se ela fica bem, é porque está tudo bem mesmo!

Você mesmo disse que o seu bebê está forte e saudável !!! Quer melhor indicativo do que este!? Nós temos reuniões em vários bairros do Rio de Janeiro — se você for daqui, faça uma “forcinha” e participe de uma das reuniões, porque você vai sair dela sem preocupações….

Um grande abraço para vocês!

Claudia Imenes
AMIGAS DO PEITO

Queridas Amigas,

Nenhuma palavra de agradecimento pode fazer jus à imensa ajuda que vocês deram a mim e ao meu Pedro Henrique. O meu caso já foi exposto no rol de perguntas (eu sou a mamãe que pergunta se um bebê precisa tomar o mingau), e vivi momentos de verdadeiro pavor. Eu lhes explico: o Pedro nasceu prematuro, de 32 semanas, e ficou 10 dias na UTI. Uma das enfermeiras cismou que meu bico era pequeno demais e recomendou que eu usasse o bico de silicone. O meu Pedro ficou viciado no bico, não queria saber de mamar ao natural, meus bicos racharam de forma assustadora, e pior, não estava mamando o suficiente, tanto que não engordou o necessário no primeiro mês de vida. Aí, vem a avalanche de palpites: “Ele não está engordando, dê o complemento, o importante é que ele se alimente, fulano não mamou e está aí, forte e bonito…”, fora meu desespero por não ver meu filhinho engordar. Dor, desespero, falta de apoio se misturaram numa semana onde imperou o caos.

Nesta hora tive três pontos de apoio: meu marido, que lutou e insistiu com todas as forças para que eu não desistisse de amamentar; o pediatra, que monitorou passo a passo minha luta a favor do peito, e vocês, queridas amigas, que por telefone e e-mail me orientaram sobre a pega correta e a necessidade de largar o bico.

Hoje vejo que dar o peito não é apenas escolha, chega a ser uma briga de foice! Quem quer amamentar tem de lutar contra conselhos, o olhar censurador de parentes e amigos e a sedutora indústria que vende o sonho dourado da alimentação infantil rápida e prática. Acredito que o preconceito contra o amamentar vem da época do Brasil Colônia, onde dar de mamar era tarefa destinada às escravas, proibido às damas da sociedade. Vivemos num mundo tão vazio de amor, por que, meu Deus, as pessoas se incomodam com o fato de que alimento meu filho no peito…

Hoje vejo como foi importante insistir na amamentação vendo os bebês que ficam internados na UTI junto com o Pedro. Todos são alimentados na mamadeira, e a diferença é gritante. Pedro é o mais novo da turminha e incrivelmente maior e robusto. Detesto fazer comparações, mas as próprias mãezinhas notaram a diferença. Fora que amamentar é um ato ecológico, que dispensa fervuras, gastos com combustível, água e lixo. É de uma pureza emocionante ver seu bebê olhar no fundo dos seus olhos enquanto é alimentado, sentir sua mãozinha fazendo carinho no seu peito… não há nada mais gostoso!

E graças a vocês, consigo fazer de Pedro um menino lindo e saudável. Obrigada, minhas queridas. Beijos.

Anúncios

Tags:


%d blogueiros gostam disto: