Quem Somos – Nossa história

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DEPOIMENTOS

Minha história nas Amigas do Peito – Bia Pacheco – agosto/2005

“Na seqüência, de cima para baixo: Sofia mamando, Bia e Sofia recebendo o apoio da avó Ana Maria, Bia e Sofia entre os padrinhos-tios Francisco e Mariana

Há quase dois anos a Sofia nasceu, num parto intenso em que nós duas trabalhamos muito. E assim que nos vimos como duas, ela escalou até o peito e ali se instalou por um momento na nossa primeira experiência de amamentação.

Eu não tinha me colocado questões sobre isso – assim como o parto , mamar seria natural. Mas foi um difícil começo. Febres , feridas , choros . Tive a sorte de ter ao meu lado desde o comecinho, a Amiga do Peito Claudia Orthof, tia da Sofia. Ela me acompanhou e me encorajou nos primeiros tempos em que tudo é tão duro: cansaço, inexperiência , insegurança , solidão .

Acho que a doação sem medida que a mãe faz ao bebê é traduzida na amamentação. E acho que para doar esse tanto a gente precisa receber apoio e carinho. Aos poucos, tudo foi se acertando e as mamadas tomaram os dias e as noites, às vezes prazerosas, às vezes sonolentas, às vezes cansadas, às vezes emocionantes.

Foram muitas e, ao longo dessas mamadas, me separei, mudei de cidade, montei minha casa , vim pra perto da família , retomei o trabalho. Com tanta mudança e instabilidade, eu pensava que manter o equilíbrio era continuar amamentando, ou vice-versa. Ver o leite fluindo era sinal de que o básico estava bem.

Assim, conseguimos manter nosso vínculo de mãe e filha e a Sofia cresceu muito bem até os sete meses quando começou a provar outras coisas. Mamar continuou em alta na sua preferência por muito tempo. Minha volta ao trabalho e meu cansaço me levaram a reduzir gradativamente as mamadas para duas e depois uma vez ao dia, até que, aos 17 meses, desmamamos. Acho que era o momento.

Em todo esse percurso foi fundamental acompanhar as mães de mesma viagem, umas já à frente, outras atrás, nos grupos das Amigas do Peito. Nas reuniões, a gente se vê nas outras e se sente comum, forte, frágil, boba, corajosa, no meio daquele círculo de cadeiras, de mulheres e de bebês. Faz tão bem que venho participando com outras Amigas, coordenando grupos. Hoje tenho a feliz oportunidade de ir aos encontros da varanda do Museu do Catete e sair de lá bem intrigada, alimentada e admirada com essas mulheres.

Bia Pacheco, agosto/2005


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